A Geração Y e a “Revolução da Felicidade”

Estou acostumado a ouvir falar sobre a Geração Y como se o mundo fosse dividido em camadas etárias. O que não se discute é quanto o comportamento do jovem contemporâneo influencia nos hábitos e atitudes das outras gerações. No quanto o mundo vive uma fase “Y” de comportamento.

A pressão e competitividade crescentes trouxeram o “Carpe diem” com força total para o século XXI. A relação entre tempo e felicidade nunca foram tão valorizadas, e a vida profissional está sendo revolucionada pela falta de comprometimento com promessas de resultados a longo prazo.

Quero ser grande

“Dá pra acreditar? Ele tem uma sala maior que a minha!” diz um dos colegas do personagem de Tom Hanks no filme “Quero ser Grande” (imagem), que conta a história de uma criança que ficou magicamente com 30 anos e consegue um cargo executivo numa fábrica de brinquedos por sua relação íntima com os produtos. O filme é uma clássica crítica ao modelo corporativo emplacado pela Geração X nas décadas de 80 e 90.

Três décadas mais tarde, à medida que os diplomas tornam-se cada vez mais comuns, o talento e a competência, assim como no filme, vêm sendo reconhecidos como o principal valor do profissional.

O mercado publicitário é um dos que estão se adequando mais rapidamente aos Millennials. Enquanto grandes companhias internacionais ainda estão tentando deixar suas raízes de Baby Boomers, é imperativo que um ambiente dependente de criatividade administre sua capacidade de inovação.

Mas também não podemos esquecer dos conflitos com valores de um mercado ainda dirigido pelos “X”.

É cada vez mais comum vermos agências tentando atrair funcionários nas redes sociais com fotos e vídeos de um ambiente acolhedor e descontraído. Esse investimento em RH só mostra o quanto essas empresas carecem de bons profissionais que se “enraízem” numa estrutura ultrapassada que não oferece oportunidades de evolução.

As mesmas pessoas que investem tempo e dinheiro em festas, e até gincanas (!!!), são aquelas que temem ver seus funcionários conectados a concorrentes através do LinkedIn. Infelizmente já ouvi a palavra “vitrine” para denominar o perfil de uma agência nessa rede social. Uma empresa que trabalha sob a bandeira da “inovação” cuida de seus profissionais como propriedades.

Embora os executivos não admitam, eles perceberam que os valores se inverteram. Quanto mais os profissionais buscam pela felicidade, mais se dão conta de que o tempo é sua moeda. Aquelas 8 horas diárias de cada profissional deixou de ser uma obrigação, para se tornar um investimento pessoal em seu futuro na empresa. Essa dedicação é um voto de confiança, e precisa ser recompensado não só financeiramente, mas com desafios e crescimento num ambiente sem falsa felicidade. Cabe ao profissional escolher entre o “pão e circo” e a verdadeira felicidade.

A “Revolução da Felicidade” começou, e se você não se deu conta, ser “Y” não é ter crescido nos anos 90. É ter consciência de que a felicidade pode ser alcançada hoje, seja de terno e gravata numa grande empresa, ou de pijama em home office.

O vídeo abaixo (dica da @Damaris_rp) consegue transmitir os valores das gerações com muita competência, e endossa minha filosofia de vida.

Se tempo é dinheiro, dedicação é investimento. Invista seu tempo, e exija rendimentos. Seu comprometimento é o bem mais valioso que uma empresa pode ter.

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