Economia compartilhada: a gente se vê por aí

Já imaginou alugar a bicicleta do vizinho por algumas horas, contratar um guia para conhecer pontos não-turísticos de uma cidade, jantar na casa de um chef ou compartilhar uma carona com uma pessoa que você nunca viu antes?

Populares nos EUA, ferramentas que promovem economia compartilhada começam a despertar a atenção dos brasileiros, tanto daqueles que vão para o exterior em busca de novas experiências, como daqueles que veem nessas plataformas a oportunidade de se fazer uma grana extra.

Apesar de não ser nenhuma novidade – afinal práticas de compartilhamento já ocorriam na Idade Média – a conscientização da sociedade para uma vida mais sustentável que se soma aos avanços da tecnologia faz com que novas plataformas bem interessantes apareçam e possibilitem, inclusive, mudanças em segmentos de mercado.

Vejam o Uber, Airbnb, MercadoLivre, plataformas já conhecidas por nós brasileiros e que estão se tornando referência de serviço, inclusive fazendo com que grandes corporações repensem a forma de como lidam com seus consumidores. Afinal, onde existir uma necessidade, há espaço para um novo negócio, nesse caso, para uma nova concorrência.

Das plataformas que começam a ganhar força no exterior e que, logo mais, tendem a aterrissar por aqui, algumas via criação de filiais, outras pela criação de novas empresas nacionais espelhadas nas ideias que já funcionam no exterior, destaco algumas ferramentas bem interessantes.

O MonkeyParking, por exemplo, permite a você alugar uma vaga para estacionar sem depender, exclusivamente, dos caros estacionamentos disponíveis na cidade e vice-versa: se você tem uma vaga livre pode se cadastrar na plataforma e deixar a sua vaga à disposição. Sem dúvida, essa é uma ferramenta muito útil para as grandes metrópoles como São Paulo, Rio, BH…

Está com o carro parado na garagem e precisa de um dinheiro extra para ajudar na manutenção? A plataforma RelayRides pode facilitar a sua vida. Ela possibilita que pessoas comuns compartilhem o próprio carro com outras pessoas. Parece incrível, mas é possível alugar um Porsche conversível por menos de U$$ 150 por dia em Miami!

Uma outra plataforma parte do pressuposto de que ninguém pode apresentar melhor uma cidade do que uma pessoa que nela nasceu e cresceu. Tendo como lema a geração de novas experiências, a Vayable oferece uma maneira bem interessante de se conhecer uma cidade: a do ponto de vista dos nativos. Que tal apreciar a gastronomia do Queens numa próxima visita a Nova Iorque?

Outro fator interessante é que toda a troca de bens e serviços entre as pessoas que utilizam essas plataformas é baseada na reputação. Ou seja, aqueles usuários mais bem avaliados, tanto os que vendem como os que compram, tendem a se destacar, promovendo, assim, mais negócios. Trata-se de um modelo de economia baseado na confiança entre as partes envolvidas.

Com muitas opções de serviços, a economia compartilhada pode ser encarada como um novo estilo de vida que já está girando bilhões de dólares ao redor do mundo. Para se ter uma ideia, durante a Copa do Mundo de futebol, só o Airbnb movimentou, aqui no Brasil, algo perto de 40 milhões de dólares.

Seja com o objetivo de levantar uma grana extra, de facilitar o seu dia-a-dia, ou mesmo, o de passar por novas experiências, a economia compartilhada está aí e a causa vale ser abraçada. Ah, e por falar nisso, tenho uma prancha encostada na minha garagem! Alguém se interessa?

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