Programação: o futebol do século 21

Ainda me recordo do tempo em que ganhar uma bola de futebol era o melhor presente do mundo. Íamos para a rua, chamávamos os amigos e a diversão começava… Afinal, que moleque nunca sonhara em ser jogador de futebol?

Crescemos acompanhando as mudanças da tecnologia, internet, celular, smartphone, tablet… Hoje estas palavras são sinônimos das mudanças que caracterizam o homem do século 21.

Os tempos são outros, os desejos das crianças também. Vivemos um momento onde os geeks da tecnologia, encabeçados pelo Pelé das redes sociais, Mark Zuckerberg, vêm influenciando uma geração inteira. Será que o Ipad substituiu a bola de capotão? Sem dúvida!

A enxurrada de devices somada à hiperconectividade influenciam diretamente a realidade desta nova geração e novos Pelés da tecnologia já começam a se destacar nos quatro cantos do mundo. Só no Brasil estima-se que, em 2015, o mercado de startups movimente mais de R$ 2.5 bilhões.

Nos EUA, a organização Code.org, fundada em 2013, com o objetivo de difundir cursos de lógica de programação nas escolas, possui atualmente o seu material traduzido para 34 línguas, mais de 4000 professores capacitados, cujos cursos online tiveram a participação de mais de 4 milhões de estudantes em 2014.

Outro fator interessante que vem incentivando o acesso dos pequenos à programação, é a aparição de websites, aplicativos mobile e apetrechos tecnológicos que podem ser “programados” de acordo com a vontade e criatividade de seus usuários mirins.

Ferramentas como o app Daisy the Dinosaur, sites como Scratch o Code Monster, Hackaball são alguns dos inúmeras exemplos que podemos encontrar por aí. Entre estes, o Hackaball nos chamou bastante atenção. Ainda em processo de financiamento coletivo no Kickstarter, esta bola de silicone – repleta de tecnologia – além de ensinar programação, põe a criançada para se movimentar.

 

Pelo que tudo indica, esse contato prematuro entre crianças e códigos está apenas engatinhando e tende a tornar-se cada vez mais presente na vida das novas gerações. Afinal nessa nova realidade, não importa o mercado em que você atue porque, mais cedo ou mais tarde, ele vai ser influenciado pela tecnologia.

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